Os Princípios do Judô e da Governança Corporativa
No judô, valores como polidez, coragem, amizade, controle de si, sinceridade, modéstia, honra e respeito são ensinados desde o início. Esses mesmos princípios não apenas guiam a prática no tatame, mas também são a base para a vida profissional e as decisões estratégicas no ambiente empresarial.
No universo da governança corporativa, o Ibgc prega a transparência, responsabilidade e ética, valores que, assim como no judô, buscam maximizar o potencial humano e organizacional, respeitando o próximo e a sociedade.
Polidez e Respeito
A polidez e o respeito são fundamentais tanto no judô quanto na governança. No judô, respeitamos o adversário, o mestre e o espaço de prática. Na governança, respeitamos as partes interessadas, sejam sócios, colaboradores ou a sociedade. No conselho, isso se traduz na transparência e no respeito pelas normas que regem as interações entre as diferentes partes envolvidas.
Coragem e Responsabilidade
A coragem de fazer o que é certo no judô reflete diretamente no ambiente corporativo. Os líderes empresariais precisam ter a coragem de tomar decisões difíceis, sempre orientados pelo princípio da responsabilidade (accountability), reconhecendo que suas escolhas impactam não apenas a empresa, mas a comunidade e o meio ambiente ao redor. É a coragem para inovar, respeitar as normas e manter-se ético, mesmo quando o caminho é desafiador.
Controle de Si e Ética
No judô, o controle sobre nossas emoções e reações é uma habilidade essencial para o sucesso. Nas empresas, esse controle se manifesta no compromisso ético com as boas práticas de governança. Tanto no tatame quanto na sala de reuniões, o autocontrole é fundamental para uma liderança eficaz.
Alinhamento aos Valores Pessoais
Minha jornada tanto no mundo empresarial quanto no judô tem sido guiada por esses princípios. O judô me ensinou a ser resiliente, a valorizar o caminho, a respeitar cada indivíduo que cruza meu caminho, da mesma forma que a governança me ensinou a ser estratégico, inovador e ético. Assim como o judô busca o aperfeiçoamento contínuo, acredito que as empresas também devem evoluir, sempre focadas em práticas sustentáveis e inclusivas.
Os princípios do judô são atemporais e aplicáveis em diversas áreas da vida, inclusive na governança corporativa. Seja no tatame ou no conselho, os valores de polidez, coragem, controle de si e respeito são essenciais para construir uma liderança justa e eficaz, focada na prosperidade mútua e no bem-estar coletivo.
Esses ensinamentos me guiam diariamente, tanto nas interações no judô quanto nas decisões estratégicas empresariais. Afinal, como dizia o Sensei Jigoro Kano, o judô vai além da técnica — é uma filosofia de vida, assim como a governança corporativa deve ir além das regras, sendo uma prática de construção de um futuro abundante para todos.
Este artigo foi originalmente publicado no LinkedIn.
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